Santuário da Senhora da Laje
Nem o Mota escapou ao seu zeloso profissionalismo, mesmo quando estava meio escondido atrás de um contentor de lixo a dar vazão, com inquestionável satisfação, às suas mais prementes e básicas necessidades fisiológicas.
Recuando 1981 anos, o Jorge assumiu com todo o rigor a pose do Cristo na cruz, com as mãos estendidas cravados na travessa horizontal, cabeça pendida com ar de compungida resignação, com a perna direita artisticamente fletida, e com os pés sobrepostos para puderem ser fixados à base da cruz com um único cravo.
Como 1981 anos? Perguntarão os mais distraídos. Pois se estamos em 2014 e Ele morreu com 33 anos, é só fazer as contas e ver se não tenho razão!
Frecha da Mizarela
Apreciada a frecha, mirada e fotografada pelo Bernardino em vários ângulos, de modo a não deixar dúvidas nem mistérios por descobrir, entra em acção o co-piloto Mota, carregando agora no “acelerador” do relógio: “Temos de nos despachar. O almoço está marcado para a uma hora e ainda temos de passar nas pedras parideiras.”
Frecha da Mizarela
Daqui em diante o caminho da serra estava desbravado. E lá fomos sem problemas desembocar (salvo seja) na frecha da Mizarela.
Frecha de Quem? perguntará qualquer inocente e incauto desconhecedor da enorme riqueza do património natural de Portugal, que só merece o nosso mais desdenhoso e reprovador olhar.
A frecha da Mizarela é um geossítio (quem não souber o que quer dizer este palavrão consulte o dicionário ou o roteiro turístico editado pela Arouca Geopark) que é tão somente a mais alta queda de água em todo o território continental português.
Apresenta um desnível superior a 70 metros, praticamente na vertical, com um caudal de vários milhares de litros por minuto (contas feitas de cabeça, em menos de um minuto).
A frecha da Mizarela é um geossítio (quem não souber o que quer dizer este palavrão consulte o dicionário ou o roteiro turístico editado pela Arouca Geopark) que é tão somente a mais alta queda de água em todo o território continental português.
Apresenta um desnível superior a 70 metros, praticamente na vertical, com um caudal de vários milhares de litros por minuto (contas feitas de cabeça, em menos de um minuto).
A Mizarela é um belíssimo lugar, com meia dúzia de casas serranas de muito bom aspeto, circundadas de “relvados” magníficos. Os telhados de colmo já desapareceram de cena, substituídos pela moderna telha-sanduíche. Ar puro, silêncio apenas cortado pelo fragor das águas da cascata. Mas tudo fechado, sem ninguém à vista desarmada. Até o restaurante tinha as portas trancadas. E no que respeita a cafés, nem sombras.
Tem paciência, Jorge. Ainda não é agora. “Aguenta, aguenta”, como diria o Ulrich. Se fosse outra coisa seria bem mais doloroso.
Tem paciência, Jorge. Ainda não é agora. “Aguenta, aguenta”, como diria o Ulrich. Se fosse outra coisa seria bem mais doloroso.
Continua
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